Não era nenhum UBER!!!

Num desses finais de semana em que o meu filho vem para estar comigo (um hábito que se mantém desde a imposição pelo Tribunal quando tratei do meu divórcio – e já agora, fiquem a saber que o advogado da minha “ex” era muito melhor do que o meu), resolvemos ir jantar ao Bairro Alto e apanhámos um táxi. Deixem-me dizer apenas isto e já sigo com a estória… – o meu filho tem agora 20 anos e, compreensivelmente, não está obrigado a vir; mas ele vem e eu fico felicíssimo. O garoto organiza-se nos seus programas e consegue tempo para estar comigo, sem pressas. E eu aproveito. Então, já que dá para estarmos juntos de vez em quando lá vamos nós dar uma volta “by night” e sentir o pulso das madrugadas. O primeiro a arranjar namorada pode ir embora e ninguém se chateia. Quase sempre cai-me a mim pois ele já tem namorada e leva a coisa muito a sério. Às vezes até acho que ele é muito mais adulto do que eu.

Bem, onde é que íamos?! O táxi… é isso! Sim, apanhámos o táxi e o motorista devia ter uns 80 anos. Disse ao meu filho “tás ver, este senhor, com esta idade devia mais era estar em casa de pantufas e a curtir os netos e anda aqui…”. Porque o motorista era mesmo idoso, idoso! Eu lá lhe disse “boa noite, é para a Rua da Misericórdia, se faz favor” – então o motorista, volta-se e inclina-se para trás e com a mão em concha numa das orelhas, pede que eu diga outra vez para onde quero ir. Ainda tive mais pena do homem!

Não sei se saberão, mas muitos taxistas sofrem de perda auditiva, sobretudo no ouvido esquerdo, isto por causa da janela aberta e do vento constante. A perda de audição do meu motorista seria por causa disso e agravada ainda mais pela sua idade avançada. Não quis chatear o homem e não lhe dei qualquer conselho. Acho que estava mais preocupado em chegar em segurança, entendem?! De qualquer forma, penso que o aparelho auditivo ideal para ele, e para quem transporta pessoas atrás, serão os aparelhos auditivos com microfones direcionais.

Quem está a conduzir e quer ouvir e conversar com as pessoas que estão no banco de trás, não tem de se voltar e olhar; são os microfones dos aparelhos auditivos que “rodam” de alguma maneira, de modo a captar as vozes e os sons que vêm de trás. Não é ótimo?! E, claro, captam à mesma todos os sons dos lados e à frente. Imagine que o seu pai tem perda auditiva e que se juntou a família toda no carro para um passeio ao Alqueva. O seu pai a conduzir. Se ele não participar das conversas, o mais certo é essa viagem ser uma seca. Alguém, ou todos, é capaz de ficar de mau humor e lá se estragou o bom ambiente para o desejado passeio.

O pior será se as relações familiares sofrerem com isso – problemas na família só porque quem deve usar aparelho auditivo não o tem?! Valha-me Deus!

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