Não ouvir é perigoso. Uma pessoa com perda auditiva está totalmente a mercê de infinitas situações que ocorrem sem aviso, quer dentro de casa quer na rua.
Com o avanço da idade existe perda da acuidade visual e auditiva; a percepção sobre o ambiente fica prejudicada porque a pessoa está a ver e ouvir menos. Muitas vezes, devido a essas debilidades, perde-se a capacidade de ter uma noção capaz da velocidade de um veículo que vem na nossa direcção quando atravessamos a passadeira. E muitas vezes nem nos apercebemos de um carro que se aproximou… e travou! Ou não!
O melhor é não contar com condutores atentos nem confiar nos reflexos deles nem nos seus – porque o seu corpo pode falhar ou o ato de desviar-se já não será tão rápido com terá sido um dia.
A maioria das vítimas mortais por atropelamento tem mais de 65 anos – isto quererá dizer alguma coisa.
Os actuais aparelhos auditivos incluem algumas funcionalidades (localização e direccionalidade) que facilitam a percepção dos sons: se vêm de trás, se vêm da esquerda ou direita, se estão perto ou longe. Isto pode ser bastante útil e uma grande ajuda para que sinta maior segurança quando caminha e vai atravessar uma rua. Mas nada de correr riscos desnecessariamente! Então, confirme sem demora se os seus óculos estão com a graduação certa e se você tem realmente o aparelho auditivo que precisa.
A ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária elaborou o Guia do Peão, um manual de boas práticas de circulação na via pública visando a adoção de comportamentos seguros por parte dos peões e dos condutores em relação aos peões.

